Castro Soromenho

14/11/2017

Francisco M. A. Soares – As duas fases e as duas faces de Castro Soromenho

Trecho:

“[…] em A chaga parece que, de facto, as personagens locais, não coloniais, são remetidas para o “pano de fundo” da História e perdem qualquer densidade psicológica. Porém, repare-se no princípio e no fim do livro. Há um homem, africano, que, de cima, olha o pequeno núcleo colonial continuamente e com mágoa. O principal colono da estória e dali roubou-lhe as terras. O fecho do romance pertence, também, ao colonizado e nos dá, em poucas frases, toda a complexa realidade psicológica da situação colonial na mente dos colonizados. É como se toda a estória fosse vista e supervisionada pelo africano refratário a tal mundo, como se tivesse estado sempre ali a ver a estória desenrolar-se, preparado para o seu fecho. Insuperável esse fecho, verdadeira chave de ouro, em breves e densas palavras nos fornece a chave da narrativa e a justificação do próprio título.”

O artigo pode ser lido no blog A Ruga e a Mão (aqui).

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02/11/2017

Novas fotos na página Acervo Fotográfico: África (vol.2 – 51 a vol.2 – 75)

Filed under: Acervo Castro Soromenho — Tags: — sobrecs @ 9:03

04/10/2017

Sócrates Dáskalos – Um testemunho para a História de Angola

Trecho:

“Agora sentíamo-nos de facto em liberdade e emocionados com a perspectiva de
conhecer Paris.
Chegados aqui e cumprindo todas as regras para evitar encontros desagradáveis,
aportámos enfim em casa do Castro Soromenho cuja morada sabíamos de cor.
Foi uma alegria conhecer o Castro Soromenho, um mais velho cuja vida em Paris não
era fácil, que nos encorajou e encaminhou para o então primeiro e único embaixador de
Angola na Europa, o inesquecível Câmara Pires, inesquecível para todos os angolanos
que naquela época procuravam no exílio a única possibilidade de sobreviver
continuando a consagrar-se à luta pela libertação da sua terra.
Naquela altura eu já era quarentão mas senti inveja de um Câmara Pires que já
teria os sessenta e tais e parecia comportar-se como um jovem, sacrificava-se como um
jovem sabendo previamente que não iria beneficiar da sua dedicação e sacrifício.
Câmara Pires era um homem fora de série, um africano mestiço, muito culto,
habituado ao convívio com a grande burguesia europeia, que cultivava a ironia, sabia
ser severo quando necessário e sabia atender a juventude negra, branca ou mestiça,
todos “revolucionários” que chegava a Paris e precisava do apoio do “embaixador” da
rua Hypollite Mandron n.º 7. Resumindo, era um homem vivido, generoso sem ser
ingénuo, que sentia o momento que passava de grandes transformações em África e na
sua terra
Na sua casa de Paris arranjava-se sempre comida e dormida nas grandes aflições.
O Câmara não era comunista nem socialista declarado, mas era um homem aberto às
ideias de esquerda e como tinha boas relações em Paris safava muita gente de problemas
delicados.”

O livro, com prefácio de Manuel Rui e preâmbulo de Adelino Torres, está disponível em pdf no Adelinotorres.info (aqui).

01/10/2017

Fernando Mourão (1934-2017)

Filed under: Literatura — sobrecs @ 21:47

Morre Fernando Mourão.

É com o mais profundo pesar que comunicamos o falecimento do grande amigo Fernando Augusto Albuquerque Mourão, no dia 30 de setembro, de 2017, em São Paulo.

À Iara e família, os nossos sentimentos.

Fernando Mourão, nascido em 1934 no Rio de Janeiro, foi um dos mais importantes estudiosos da cultura africana de expressão portuguesa. Professor da Universidade de São Paulo (FFLCH), teve participação decisiva na criação do Centro de Estudos Africanos (USP).

links:

http://istoe.com.br/morre-o-professor-da-usp-fernando-albuquerque-mourao-2/

http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,morre-o-professor-da-usp-fernando-albuquerque-mourao,70002023273

 

 

Seu livro A Sociedade Angolana Através da Literatura é um clássico sobre Angola e a obra de Castro Soromenho.

 

 

Bibliografia relativa a Castro Soromenho:

MOURÃO, Fernando Augusto Albuquerque. A sociedade angolana através da literatura. São Paulo, Ed. Ática, 1978. (Coleção Ensaios: 38)

MOURÃO, Fernando Augusto Albuquerque. A sociedade angolana através da literatura: a Lunda na obra de Castro Soromenho. São Paulo, 1969. Dissertação de mestrado em Ciência Sociais – Sociologia, apresentada à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciência Humanas da Universidade de São Paulo. Inclui bio-bibliografia.

MOURÃO, Fernando Augusto Albuquerque. Bastide, Roger. L´Afrique dans l´oeuvre de Castro Soromenho. Paris, Jean Pierre Oswald, 1959, Vértice, Coimbra, 20 (199) : 216-7, abr. 1960,  Recensão.

MOURÃO, Fernando Augusto Albuquerque. Entrevista com Castro Soromenho. Cultura: boletim da Sociedade Cultural de Angola, 2 (11): 7, maio, 1960.

MOURÃO, Fernando Augusto Albuquerque. Estudo introdutório. In: Antologia de Contistas Angolanos. Lisboa, Casa dos Estudantes do Império, 1960. p. ix-x.

MOURÃO, Fernando Augusto Albuquerque. Roger Bastide e Angola: a Lunda na obra de Castro Soromenho. Afro-Ásia, Salvador, no 12:141-4, 1976.

MOURÃO, Fernando Augusto Albuquerque. Soromenho, F. M. C. Histórias da terra negra. Lisboa, Editorial Gleba, 1960. Mensagem (Casa dos Estudantes do Império), Lisboa, 1960.

MOURÃO, Fernando Augusto Albuquerque. Soromenho, F. M. C. Mistérios da terra: mucanda, cangongo. Mensagem (Casa dos Estudantes do Império), Lisboa, 1960 .

MOURÃO, Fernando Augusto Albuquerque.; FURTADO, Cláudio A.; VALENTE, Francisco. Bibliografia sobre Fernando Monteiro de Castro Soromenho. África: Revista do Centro de Estudos Africanos, USP. S. Paulo, 11 (1): 165-186, 1988.

MOURÃO, Fernando Augusto Albuquerque.; RODRIGUES QUEMEL, Maria Angélica. Contribuição a uma Bio-bibliografia sobre Fernando Monteiro de Castro Soromenho. São Paulo: Centro de Estudos Africanos, Univ. de São Paulo. 72 pp, 1977.

 

 

12/09/2017

Thiago Mio Salla – Graciliano Ramos do outro lado do Atlântico

Graciliano Ramos do outro lado do Atlântico: a difusão e a recepção da obra do autor de Vidas Secas em Portugal entre as décadas de 1930 e 1950. 

Resumo:

“O presente trabalho tem como objetivo estudar as diferentes facetas da recepção e da divulgação da obra de Graciliano Ramos em Portugal ao longo dos anos de 1930, 1940 e 1950. Trata-se de um período marcado, entre outros aspectos, 1) pela ampliação, em termos editoriais, da indústria do livro brasileira, o que teria dado início a um processo de inversão de influência tipográfica entre Portugal e Brasil; 2) pela emergência, no âmbito artístico, do neorrealismo luso e pela singular presença da literatura brasileira em terras portuguesas; 3) e, em termos políticos e culturais, pelo esforço de aproximação formal entre os governos de Getúlio e Salazar. Com ênfase nas dimensões jornalística, epistolar e editorial relativas à chegada e à ressonância de Graciliano em Portugal, procurou-se observar como, para além de leituras e apropriações neorrealistas, presencistas e estadonovistas, as produções do autor alagoano se firmaram no panorama cultural português e consolidaram seu nome como um dos principais prosadores de nosso idioma.”

A tese de doutorado de Thiago Mio Salla, orientada por Paulo Fernando da Motta de Oliveira, recebeu Menção Honrosa no Prêmio Tese Destaque USP 2017.

(http://www.prpg.usp.br/index.php/pt-br/noticias/4444-resultado-do-premio-tese-destaque-usp-2017).

 

O texto completo na Biblioteca Digital USP: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8156/tde-17082016-122106/pt-br.php .

 

Para os pesquisadores interessados em Castro Soromenho, a tese aborda um aspecto pouco investigado das atividades do escritor: o papel de Castro Soromenho na divulgação e tentativa de publicação em Portugal da obra de Graciliano e outros escritores brasileiros.

Thiago Mio Salla organizou, com Ieda Lebensztayn, o livro Conversas – Graciliano Ramos.

 

 

27/08/2017

Fernando Campos – O eu e o outro

No Sítio dos Desenho, artigo e caricatura de autoria de Fernando Campos.

http://ositiodosdesenhos.blogspot.com.br/2017/08/o-eu-e-o-outro.html?spref=fb

Agradeço a Vergílio Deniz Frutuoso a indicação do artigo.

13/07/2017

Novas fotos na página Acervo Fotográfico: África (vol.2 – 39 a vol.2 – 50)

Filed under: Acervo Castro Soromenho — Tags: — sobrecs @ 16:34

 

Túmulo de caçador

24/06/2017

Novas fotos na página Acervo Fotográfico: África (vol.2 – 22 a vol.2 – 38)

Filed under: Literatura — sobrecs @ 16:43

14/06/2017

Página Dossiê PIDE: atualização

Apresentamos novos documentos na página Dossiê PIDE.

13/06/2017

Novas fotos na página Acervo Fotográfico: África (vol.2 – 11 a vol.2 – 21)

Filed under: Acervo Castro Soromenho — sobrecs @ 13:09

23/03/2017

Novas fotos na página Acervo Fotográfico: África (vol.2 – 1 a vol.2 – 10)

Filed under: Acervo Castro Soromenho — Tags: — sobrecs @ 11:37

Jovem com penteado de noivado

14/02/2017

Stella Saés – Chinua Achebe e Castro Soromenho: compromisso político e consciência histórica em perspectivas literárias (dissertação)

“Resumo em português
No exercício de comparativismo literário entre as obras Things fall apart, do escritor nigeriano Chinua Achebe (1958), e Terra morta, do angolano Castro Soromenho (1949), é possível estabelecer aproximações e distanciamentos que dialogam entre si e podem trazer reflexões relevantes para o estudo das literaturas africanas. Enquanto a primeira oferece uma visão inédita a respeito do funcionamento interno da sociedade Ibo na Nigéria diante da situação colonial, a segunda transparece as frágeis relações dos colonos portugueses nas instituições políticas, econômicas e sociais do império na região da Lunda em Angola. Já por esse aspecto, os romances convergem para um panorama em comum ao apresentarem tanto o colonizado em Things fall apart quanto o colonizador em Terra morta de maneira distante dos estereótipos retratados pelas figuras coloniais, justamente por problematizarem questões internas e clivagens sociais e históricas. Assim, ao evidenciaram as fraturas internas, contribuem com a crítica sobre o sistema colonial ao mesmo tempo em que ajudam a construir outras visões históricas sobre o tema. Desse modo, as duas obras distanciam-se abertamente quanto aos contextos coloniais, que exigem, diante de uma leitura comparativa, um arcabouço teórico-crítico múltiplo que abarque as diferenças existentes nas dinâmicas coloniais e em seus contextos africanos específicos. O fato de os dois romances trazerem à cena regiões específicas na Nigéria habitada pelo povo Ibo e em Angola determinada como o espaço Lunda – e apresentarem uma multiplicidade de questões étnicas, raciais, sociais e identitárias, acaba distanciando os dois livros em perspectiva comparatista. Em termos aproximativos, no entanto, a problematização dos espaços e personagens retratados nas narrativas e a figura do narrador que assume posições políticas que se aproximam da categoria do autor implícito (BOOTH, 1983), permitem também uma leitura analítico-comparativa entre os romances. Se, por um lado, os contextos sociais e históricos distanciam os escritores e seus produtos literários; os romances se aproximam não apenas pelas categorias narrativas de personagens e espaço, mas também pela posição político-ideológica assumida por seus narradores. A consciência histórica e o compromisso político diante dos fatos narrados estão presentes na representação literária como uma tentativa de entender o funcionamento e apresentar uma crítica aos diferentes processos coloniais.”

31/01/2017

Novas fotos na página Acervo Fotográfico: África (vol.1 – 74 a vol.1 – 89)

Filed under: Acervo Castro Soromenho — sobrecs @ 10:19

vol10089

 

08/11/2016

Novas fotos na página Acervo Fotográfico: África (vol.1 – 64 a vol.1 – 73)

Filed under: Acervo Castro Soromenho — Tags: — sobrecs @ 15:12

vol1067

vol1072

05/11/2016

Novas fotos na página Acervo Fotográfico: África (vol.1 – 51 a vol.1 – 63)

Filed under: Acervo Castro Soromenho — sobrecs @ 16:38

vol10058

30/10/2016

Novas fotos na página Acervo Fotográfico: África (vol.1 – 41 a vol.1 – 50)

Filed under: Acervo Castro Soromenho — Tags: — sobrecs @ 19:51

vol10050

01/10/2016

Stella Susana de Castro Soromenho

Filed under: Literatura — sobrecs @ 0:50

Dos tempos em que construíamos a nossa democracia.

Stella Susana de Castro Soromenho

28/09/2016

Minha fotografia preferida do ACS – África

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Literatura — sobrecs @ 0:18

Rocha e ponte

 

Sou atraído pela rocha no primeiro plano, maciça, a impor-se ao rio, e, por sua centralidade, a orientar o meu olhar.
A coluna de pedra no centro da fotografia, na margem esquerda do rio, às vezes me parece uma pintura. É larga e sólida à primeira vista, mas, depois, me parece tênue, quase translúcida, como se fosse o detalhe de uma aquarela. E, no entanto, sustenta a ponte.
As figuras, do centro para a direita. No começo, posturas coloquiais, uma família, criança ao colo. À medida que o meu olhar se dirige para a direita, as figuras se mostram mais sólidas, estáticas. Mas não é uma transição de todo gradual. A distância entre o penúltimo e o último homem, esse espaço vazio sobre a ponte, acentua, na verdade, a ruptura entre o quadro coloquial e o homem à direita, isolado e ereto, uma estátua, que faz contraponto à rocha, que primeiro atraiu o meu olhar.
E o rio, que parece pedra líquida.
O envelhecimento da fotografia transformou o céu. É como se fosse tecido amarelecido pelos anos. É um pano de fundo, estranho, inquietante.”

29/08/2016

Stela Saes – Chinua Achebe e Castro Soromenho: compromisso político e consciência histórica em perspectivas literárias

Resumo: As obras Things fall apart, do escritor nigeriano Chinua Achebe (1958), e Terra morta, do angolano Castro Soromenho (1949), compõem o início de duas trilogias conhecidas como fundadoras das literaturas de seus países. Enquanto a primeira oferece uma visão inédita a respeito do funcionamento da sociedade Ibo na Nigéria sobre as questões coloniais, a segunda transparece as frágeis relações coloniais dos portugueses nas instituições políticos, econômicas e sociais do império na região de Lunda em Angola. O que aproxima os dois romances é o fato de seus narradores – assim como seus autores – não idealizarem as sociedades retratadas, sejam elas oprimidas ou opressoras. A consciência histórica e o compromisso político diante dos fatos narrados estão presentes na representação literária como uma tentativa de entender o funcionamento e, aí sim, apresentar a crítica aos diferentes processos coloniais. A narrativa, portanto, carrega, em certa medida, a vivência e a consciência política de seus autores que, compromissados com a realidade de seus países, buscaram entender a história e desmitificar as relações sociais.

O artigo está disponível nos anais do XIV Congresso Internacional da Abralic.

A autora defenderá a dissertação na USP.

Data: 19/09/2016 – 14:00

  1. Candidato: Stela Saes
    Título: Chinua Achebe e Castro Soromenho: compromisso político e consciência histórica em perspectivas literárias

    Programa: Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa

    Nivel: Mestrado
    Orientador: Profa. Dra. Rejane Vecchia da Rocha e Silva
    Banca: Profs. Drs. Vima Lia de Rossi Martin (FFLCH – USP) e Marcia Valéria Zamboni Gobbi (UNESP)
    Local: Rua do Lago, 717 CEP: 05508-080 – Cidade Universitária São Paulo – SP / Brasil
    Sala: Eventos(nº 124). Capacidade: 30 pessoas

 

23/04/2016

Terra Morta – Angola, 2015

SOROMENHO, F.M.C. - Terra Morta - 11CLA - (c)

SOROMENHO, F.M.C. - Terra Morta - 11CLA - (cc)

28/02/2016

Morreu Lúcio Lara

Filed under: Literatura — sobrecs @ 10:33

Morre aos 86 anos Lúcio Lara (Tchiweka), uma das mais importantes figuras da história da luta pela independência de Angola.

http://novojornal.co.ao/artigo/61739/morreu-o-nacionalista-l-cio-lara

 

Associação Tchiweka de Documentação

https://sites.google.com/site/tchiweka/

 

23/12/2015

Ivo Ferreira – Terra Morta: Colonização, poder e raça na narrativa de Soromenho

“Observemos a construção simbólica, na obra de Soromenho, ao colocar o colonizador como nomeador do colonizado e essa nomeação se dá de forma negativa através da animalização do colonizado na figura da subserviência canina e da repugnância do roedor. Algo que é reproduzido por outros colonizados (o cozinheiro Cebola, os sipaios e os outros empregados), normalizando a inferioridade dos iguais e fixando uma construção mental dessa inferioridade, criando, assim, redes de poder permeando todo o corpo social subdividindo-se em micro-poderes, extensos às instituições que formam os hábitos, discursos e mentalidades. Apesar de Terra Morta não carregar em suas páginas sequer menções ao papel da igreja católica na implantação da base ideológica da colonização angolana, em contrapartida, abusa da exposição da validação da superioridade branca sendo implantada no imaginário dos nativos. Essa se dá através, principalmente da desvalorização de imagem e cultura da população local. O colonizador não só nomeia o colonizado como ainda impede-o de ter voz. Essa dicotomia branco, colonizador, “superior” X negro, colonizado, “inferior”, que marca o lugar social de cada um, apresenta-se diversas vezes nas páginas de Terra Morta. O autor deixa nas entrelinhas essa situação como algo que vai fixando-se no imaginário local de ambas as partes.”

O trabalho está no II Xirê das Letras em Pdf.

05/12/2015

Barbara Leß-Correia Mesquita: ANGOLA ENTDECKEN!

 

 

 

Angola Entdecken1Angola Entdecken2

21/10/2015

Associação Tchiweka de Documentação e da Geração 80: Independência, documentário.

Filed under: Literatura — sobrecs @ 20:04

 

TchiwekeIndepencia0

Press Kit Independência Pdf

 

Tchiweka Independência1

 

Tchiweka Independencia2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

27/08/2015

Jaime Nogueira Pinto – Os tristes trópicos de Castro Soromenho

“A ‘terra morta’ do Camaxilo é um destes recantos dos ‘tristes trópicos’ portugueses: a terra pequena, os velhos colonos desiludidos e falhados que vão definhando e morrendo na nostalgia dos áureos tempos da borracha, entre filhos mulatos e mães negras; os administrativos, ‘os brancos do Governo’, partilhando arrogâncias, invejas, sentimentos e ressentimentos, reproduzindo em terra africana as grandezas e misérias da burocracia nacional; os sipaios, os locais que servem a ordem e a lei dos ‘brancos do Governo’, impondo essa lei e essa ordem aos seus irmãos de pele com berros e palmatoadas […]”

 

O artigo foi publicado no Jornal Sol.

Terra Morta – União dos Escritores Africanos e Endiama, 1989

Terra morta UEA-Endiama

Sobrecapa de Costa Andrade

Terra morta UEA-Endiama cc

20/06/2015

Teatro: A força do Lukano

Do Jornal de Angola:

“o espectáculo “A força do Lukano”, do grupo Tic Tac, sobre a ascensão do império Lunda, encenado com base nos textos de Pepetela, Castro Soromenho e Manzambe Fernandes.
O assistente de encenação do grupo, Nelson Gonçalves, disse que a peça foi adaptada por Dom Pedro e Orlando Domingos, que procuraram respeitar os textos originais e preservar o pensamento dos três autores, apesar de alguns pequenos enquadramentos cénicos. O espectáculo, conta, é uma adaptação das aventuras e do drama da rainha Lunda, Lueji, que ascendeu ao poder numa época em que as mulheres não podiam governar. “Desta forma vamos também incentivar a luta pela emancipação das mulheres e mostrar a sua importância na formação de um império, mas também de uma sociedade, pois hoje elas têm um papel muito activo nas suas famílias”, defendeu.”

http://jornaldeangola.sapo.ao/cultura/danca_e_teatro/fabulas_e_lukano_da_lunda_sao_destaques

http://jornaldeangola.sapo.ao/cultura/teatro/kulonga_exibe_peca_em_maputo

https://www.youtube.com/watch?v=j_MVC_hmXR0

04/06/2015

José Augusto França – Castro Soromenho: nota brevíssima à sua memória

“Castro Soromenho representa, na literatura contemporânea portuguesa, um caso único, em sua temática africana, pelo valor romanesco e pela situação ideológica de sua obra. Assim diria, como diz, qualquer história da literatura.

Mas esta África, ou esta Angola, ou esta Lunda, que nela se identifica, tem uma dupla máscara, do viver nativo e do viver colonizador […]”

Pdf: África: Revista do Centro de Estudos Africanos, USP, 11(1): 3-4, 1988.

Gerald Moser – Interlúdio norteamericano – 1960/1961.

“RESUMO: A vida e a obra de Castro Soromenho no decorrer da sua estada, como professor, na Universidade de Wisconsin (dezembro de 1960 a junho de 1961), através do depoimento de amigos e da viúva, Dona Mercedes, como elementos significativos para traçar a personalidade do escritor, são o fulcro central desta comunicação.”

 

Pdf: África: Revista do Centro de Estudos Africanos, USP, 11(1), 37-43, 1988.

Celso José Loge – Castro Soromenho e a realidade africana

“[…] o que nesses livros é tratado não poderia ser expresso – digamos, com as mesma dimensões – pela reportagem? Neles foram levantados e resolvidos problemas no plano próprio da arte, ou, pelo contrário, no da sociologia?

O nosso objetivo contudo, não é responder a essa problemática concernente à filosofia da arte, mas tentar captar os elementos da resposta contidos na situação do autor diante dessa questão.

[…]

O ideal estético está socialmente condicionado, é histórico porque depende das relações econômicas e sociais, das concepções políticas, das idéias morais, etc. Posto que as condições de vida e as idéias dos homens são diferentes, também mudam os ideais estéticos e mudam com o desenvolvimento da sociedade, também mudam os ideais estéticos, isto é, o critério para valorizar esteticamente os fenômenos da realidade e as obras de arte.

Georg Lukács afirmou que ‘em arte, quando se tem algo a dizer é preciso encontrar a forma conveniente para fazê-lo. Neste ponto sou conservador’.

Castro Soromenho tem algo a dizer. Tem uma questão ‘razoável a colocar’ […] E é a própria ‘questão razoável’, ou seja, a realidade africana que fornece ao autor a forma adequada para se expressar. Uma linguagem seca, agressiva, dura, áspera como a própria África.”

Pdf: África: Revista do Centro de Estudos Africanos da USP, 1 (1), 27-40, 1978.

Manuel dos Santos Lima – Evocação de Castro Soromenho

“Há uma rua em S. Paulo e outra em Cascais, a lembrar-nos Castro Soromenho. Dir-se-ia ontem e já lá vão vinte anos que o perdemos. Foi-se o amigo, permanece o escritor no seu posto de grande solitário. E isto poque ao fim e ao cabo Soromenho continua ainda a ser um autor de dois mundos […]”

 

Pdf: África: Revista do Centro de Estudos Africanos, USP, 11(1): 5-7, 1988.

Laura Cavalcanti Padilha – Um pacto de amizade: a tradição oral revisitada

“RESUMO: Tradição oral, narração e narrador e suas leituras na primeira fase da obra de Castro Soromenho constituem o eixo central do texto. A intenção literária do autor e a solução estética do texto são postas em relevo face à oralidade.”

Pdf: África: Revista do Centro de Estudos Africanos, USP, 11(1): 9-20, 1988.

Carlos Alberto Iannone – Aspectos da descrição de personagens na trilogia de Camaxilo

“RESUMO: O papel dos personagens na segunda fase da obra de Castro Soromenho e as várias leituras possíveis na perspectiva das fases existenciais desses personagens constituem o eixo da caracterização a partir de sua descrição.”

 

Pdf: África: Revista do Centro de Estudos Africanos, USP, 11(1) 21-30, 1988.

José Carlos Venâncio – Uma abordagem (possível e etnológica) do texto literário escrito

“RESUMO: A partir de uma revisão teórica de alguns textos relativos às possíveis leituras do texto literário escrito, o autor, a título de exemplo, utiliza trechos da obra do poeta angolano José da Silva Maia Ferreira e do romancista Castro Soromenho para exemplificar sua hipótese relativa a uma leitura ideológica.”

Pdf: África: Revista do Centro de Estudos Africanos, USP, 11(1), 137-142, 1988.

Fernando A. A. Mourão, Claudio A. Furtado e Francisco Valente – Bibliografia sobre Fernando Monteiro de Castro Soromenho

Neste e nos próximos sete posts, relacionamos trabalhos publicados sobre Castro Soromenho na revista África do Centro de Estudos Africanos da USP. Iniciamos com uma bibliografia que se tornou obra de referência obrigatória para os estudos a respeito do escritor.

Pdf: África: Revista do Centro de Estudos Africanos, USP, 11(1), 165-186, 1988.

03/06/2015

Alexandre Pinheiro Torres – Propedêutica à “Trilogia de Camaxilo”, de Castro Soromenho

“Ultrapassada a fase de estudo do Negro, praticamente fora do contacto do Branco, com o objectivo de revelar valores humanos, sociais e culturais que lhe são específicos, demitindo pois, na esteira de Frobenius, a pressuposição de que o indígena africano nada mais seria que um macaco superior excelentemente dotado, fase que vai de Nhári, 1938, até Calenga, 1945, passando por Noite de Angústia, 1939, Homens sem Caminho, 1942, e Rajada e Outras Histórias, 1943, Castro Soromenho (1910-1968), nascido em Chinde, Moçambique, mas tendo vivido longos anos no Nordeste de Angola, havia de completar com Terra Morta, 1949, Viragem, 1957, e A Chaga, 1970, aquilo a que me permito denominar de Trilogia de Camaxilo.”

 

O clássico artigo de Alexandre Pinheiro Torres, publicado na Colóquio – Letras, n. 39, setembro de 1977, da Fundação Calouste Gulbenkian, está disponível no sítio da revista (aqui).

 

21/05/2015

Atualizações na página Artigos de Castro Soromenho

7. Na Présence Africaine.

“Portrait: Jinga, reine de Ngola et de Matamba, Présence Africaine, Paris, n. 42, p. 47-53, 1962.

8. Na Révolution

8.1 “Jinga: reine de Ngolas”, Révolution, Paris, n. 12, p. 58-68, oct./nov. 1964, seção: L´histoire véritable.

8.2 “L´arbre sacré” (tradução de A arvore sagrada, de Rajada e outras histórias), Révolution, n. 8, 1964.

Para obter cópias desses trabalhos, entre em contato com o SOBRECS.

18/05/2015

Novos trabalhos na página Artigos de Castro Soromenho

5. Instrumentos de música dos bantus

6. Pesquisas realizadas no Centro de Estudos Africanos da USP.

6. 1 Lunda: da formação do império as fronteiras coloniais.

6.2  Introdução aos estudos históricos-sociológicos sobre a fundação da Colônia de
Angola: Encontro com o passado I, II; Os velhos impérios entre o Sahara e a floresta
equatorial, I, II, III; Primeiros contactos entre europeus e povos do Golfo da Guiné;
Presença européia no Reino do Congo I, II e III.

Para obter cópias desses trabalhos em pdf, entre em contato com o SOBRECS.

Novo trabalho na página Artigos em Jornais sobre Castro Soromenho

Incluímos o trabalho “Os Escritores Portugueses falam sobre a colocação dos livros portugueses no Brasil,”com depoimentos de  de Castro Soromenho, João de Barros e Alexandre Cabral, publicado no Jornal Magazine da Mulher, 32, Outubro de 1953, p. 12-13.

O SOBRECS agradece a Vergilio D. Frutuoso o envio deste material.

Na página Dossiê Pide, a edição histórica do Portugal Socialista

A edição de 1 de janeiro de 1968 do Portugal Socialista está no item 10 da página. Para os estudos sobre Castro Soromenho, destaque para os Documentos I e II. Embora não conste na edição, a carta apresentada no Documento II foi assinada por António Macedo, Mário Soares, Joaquim Catanho de Menezes e Gustavo Soromenho

Novas fotos na página Acervo Fotográfico: África (vol. 1 – 21 a vol. 1 – 40)

Filed under: Acervo Castro Soromenho — sobrecs @ 16:37

28/04/2015

Novas fotos na página Acervo Fotográfico: África (vol. 1-10 a vol 1-20)

Filed under: Acervo Castro Soromenho — sobrecs @ 9:27

08/03/2015

Novas fotos na página Acervo Fotográfico: África

Filed under: Acervo Castro Soromenho — Tags: — sobrecs @ 11:31

Na página, a apresentação do plano de divulgação das fotografias e novo material.

24/02/2015

A Chaga – A capa da edição frustrada

A primeira tentativa de editar A Chaga não teve exito. Abaixo, a prova da capa que nunca foi utilizada.

Em 1970, o livro foi publicado pela Civilização Brasileira.

A Chaga  - A edição frustrada

23/02/2015

Artigos de Castro Soromenho II

Acrescentamos na página Artigos de Castro Soromenho os seguintes trabalhos:

O Japão na literatura portuguêsa, em Suplemento Literário de O Estado de São Paulo, 1966.

Trecho:

“Esse encontro foi determinante para o homem frustrado que foi Wenceslau de Morais, porque lhe deu uma nova visão do mundo. Foi a partir desse momento que ele se decidiu pelo Japão, objetivando uma velha aspiração de renuncia, que só não foi total porque o homem que trocou a alma ficou preso ao seu país pela língua em que escreveu. Trocou a sua alma, mas não trocou a língua, talvez para melhor servir o Japão e melhor o revelar a um povo da Civilização que ele repudiara.”

 

Imagem de Angola, em Semana Portuguesa, 1966.

Trecho:

“Os últimos homens que calejaram a palma dos pés nos trilhos caravaneiros da borracha, dobravam os cincoenta anos de idade quando, em 1961, ecoou em toda Angola o grito de “vitória ou morte” lançado pelos guerrilheiros que lutam pela independência da sua terra sob domínio colonial.”

Viragem – União dos Escritores Angolanos, 1988

Viragem UEA 1988

A Chaga – União dos Escritores Angolanos, 1988

A Chaga UEA 1988

Terra Morta – União dos Escritores Angolanos, 1988

Terra Morta UEA 1988

03/02/2015

Novos documentos na página Dossiê PIDE – VI

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Dossiê PIDE (posts) — sobrecs @ 12:14

No item 7. da página, a PIDE registra a publicação de Terra Morta na URSS; no item 8. Informações sobre “viagens de terroristas”, entre eles Castro Soromenho, e a respeito de Câmara Pires e o MPLA; no item 9. várias páginas sobre as atividades na Europa e no Brasil do movimento de anistia aos presos e exilados políticos portugueses.

29/12/2014

Novo documento na página Dossiê PIDE – V

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Dossiê PIDE (posts) — sobrecs @ 10:46

O novo documento (sete folhas) está no item 6. da página.

“Está provado que de Castro recebe frequentemente na sua residência africanos e portugueses de raça branca, para os quais teria obtido documentos falsos. Essas relações, muitos vêm e vão de noite, atraíram a atenção da vizinhança.”

“De Castro sai do seu domicílio todos os dias próximo das 11 horas, a fim de deitar correspondência registrada nas estações dos correios muito afastados do seu domicílio. Costuma realizar também numerosas entrevistas nos cafés, donde telefona ao correspondente que aguarda. Mantém relações contínuas com um estudante pintor de arte brasileiro, Silva Benjamin, nascido a 15-3-1925 em Ceara (Brasil) que beneficia de uma bolsa de estudos e que entrou em França em 1960 por Modane.”

Benjamin A

27/12/2014

Fotos: Castro Soromenho e o mais velho general do exército português

Filed under: Acervo Castro Soromenho — sobrecs @ 12:02

CS e o mais velho general

 

No verso da foto, consta: “entrevistando o mais velho general do Exército Português – entrevista publicada no Jornal da Tarde”. Provavelmente anos 40.

23/12/2014

Viragem – Biblioteca de Literatura Angolana: Pré-independência, 2004

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Capas de livros — sobrecs @ 22:49

Viragem BLA1

 

 

 

 

 

BLA pre-independencia                                     Viragem BLA2

 

 

 

22/12/2014

Artigos em jornais sobre Castro Soromenho – III

Filed under: Acervo Castro Soromenho — sobrecs @ 12:18

Adicionamos dois documentos na página Artigos em Jornais sobre Castro Soromenho.

No item 7. da página, o artigo “O partido manda e os dois obedecem” de 1961. Esse artigo foi uma reação à conferência de Castro Soromenho e António José Saraiva que é mencionada do documento 1. da página Dossiê PIDE.

No item 8., apresentamos o que supomos ser uma tradução enviada a Castro Soromenho de notícia publicada na URSS referente a um encontro com o escritor no Instituto da África da Academia de Ciências da URSS.

20/12/2014

Fotos: Castro Soromenho, Zdeněk Hampejs e Cardoso Pires.

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Literatura — Tags: — sobrecs @ 9:10

CS Zdenek Hampejs e JCPCastro Soromenho, Prof. Zdeněk Hampejs e José Cardoso Pires. Não conseguimos identificar o último à direita. Provavelmente final dos anos 50 ou começo dos 60.

 

 

19/12/2014

Danièle Jay: correção.

Percebemos que o pdf do trabalho de Danièle Jay, “Angola”, estava danificado (as últimas páginas estavam em branco). Colocamos o arquivo correto no post (e aqui).

17/12/2014

Artigos em Jornais sobre Castro Soromenho – II

Filed under: Acervo Castro Soromenho — Tags: — sobrecs @ 1:56

Sa da Costa Evocacao1

 

Um ano após do 25 de abril, a Sá da Costa Editora lançou Terra Morta em Portugal. Nesse ano e em 1977 a editora enviou a Mercedes de la Cuesta cópias de artigos e notas que saíram em diversos jornais. Eles permitem compreender a recepção do livro num Portugal finalmente livre da ditadura e censura. Na página Artigos em Jornais sobre Castro Soromenho, colocamos um arquivo  em Pdf de doze páginas com as cópias desses artigos; as pequenas anotações e as informações relativas aos periódicos e datas são da própria editora.  Embora umas poucas cópias sejam de qualidade sofrível, a indicação bibliográfica facilitará aos interessados localizar versões mais legíveis.

 

Sa da Costa Evocacao2

 

 

16/12/2014

Mrtvá semě- Edição tcheca de Terra Morta, 1960

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Capas de livros — sobrecs @ 21:43

Mrtva ed tcheca de Terra Morta0001

Mrtva ed tcheca de Terra Morta0002

15/12/2014

Fernando Namora: caricatura de Castro Soromenho, 1958

Filed under: Acervo Castro Soromenho — sobrecs @ 8:43

Caricatura de CS por FN

 

No verso do convite para o jantar de homenagem ao Prof. Doutor Vieira de Almeida, 30 de junho de 1958.

Convite jantar V Almeida                                                                                                       Janta em homenagem Prof Vieira de Almeida

Nhárí – 1938

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Capas de livros — sobrecs @ 7:56

Nhari 1938

Viragem – Arquimedes Edições, 1967

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Capas de livros — sobrecs @ 7:55

Viragem Arquimedes edicoes 1967

14/12/2014

Fotos: Aquino de Bragança e Castro Soromenho

Filed under: Acervo Castro Soromenho — sobrecs @ 21:24

CS e Aquino de Braganca

No verso da fotografia consta “Paris, setembro de 1956”; provavelmente foi tirada na época do “1º Congresso Internacional de Escritores e Artistas Negros”, realizado pela revista Présence Africaine, do qual participaram Aquino de Bragança, Manuel dos Santos Lima, Mário Pinto de Andrade, Joaquim Pinto de Andrade e Castro Soromenho.

Não sabemos precisar a data em que Bragança e Castro Soromenho se conheceram. Segundo Boaventura de Sousa Santos, “[e]m 1954, na senda dos seus amigos e companheiros Edmundo Rocha e Marcelino dos Santos, [Aquino de Bragança] muda-se para Paris onde se inscreve no Instituto de Ciências Políticas. […] Desta época datam a sua especial relação com Mário de Andrade e a sua amizade com personalidades como o poeta cubano Nicolás Guillén, o escritor Castro Soromenho, e com intelectuais franceses como Henry Lefébvre e Jean-Paul Sartre, entre muitos outros.” (Souza Santos, 2011: p. 21)

———

[1] Souza Santos, Boaventura 2011. “Aquino de Bragança: criador de futuros, mestre de heterodoxias, pioneiro das epistemologias do Sul”, in: Teresa Cruz e Silva et al. (eds). Como Fazer Ciências Sociais e Humanas em África : Questões Epistemológicas, Metodológicas, Teóricas e Políticas.

http://www.boaventuradesousasantos.pt/media/Aquino%20de%20Bragan%C3%A7a_2012.pdf

13/12/2014

Danièle Jay – Angola

Daniele Jay 1

(Texto completo em PDF :Danièle Jay)

Daniele Jay 2

Trabalho de 1965 editado pelo Comité de Soutien a l´Angola et aux Peuples des Colonies Portugaises, e (parece-nos) distribuído pelo Movimento Popular de Libertação de Angola – MPLA. Esse estudo também está disponível no Arquivo Mário Pinto de Andrade. Na versão desse arquivo, há uma errata escrita à máquina; na do Acervo Castro Soromenho, essas correções estão escritas à mão no próprio texto por Nanièle Jay.

O estudo, aberto com a belíssima citação de Martin Luther King, aborda aspectos históricos e socioeconômicos de Angola e as diversas etapas da luta política contra o colonialismo, com forte acento na criação do MPLA. Como assinala a ficha técnica da versão da Fundação Mário Soares, “a seguir à bibliografia, inclui um agradecimento a Castro Soromenho […] cuja colaboração foi preciosa para a realização deste estudo”. Na bibliografia consta – além de Terra Morta, Viragem e Maravilhosa Viagem – um trabalho de Castro Soromenho, Problemas de Angola (ver abaixo), que não é referenciado em nenhuma das biobibliografias que conhecemos sobre o escritor.

Daniele Jay Angola B

Fotos de  Castro Soromenho, Danièle Jay e Mercedes de la Cuesta – Villejuif, 1965.

CS e Daniele Jay

CS Daniele Jay e Mercedes

12/12/2014

Novo documento na página Dossiê PIDE – IV

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Dossiê PIDE (posts) — sobrecs @ 12:43

Item 5. da página. Pequena “biografia” sobre Castro Soromenho em francês do Dossiê :

Partisan, depuis longtemps, de l´accession à l´indépendance de l´Angola, du Mozambique et de la Guinée Portugaise, CASTRO SOROMENHO est naturellement en relations étroites avec les dirigeants des mouvements nationalistes angolais et avec les anti-colonialistes français de Paris.

Dois artigos de Castro Soromenho no Arquivo Mário Pinto de Andrade

Filed under: Literatura — sobrecs @ 4:36

Os dois artigos, possivelmente não publicados, estão disponíveis na Fundação Mário Soares:

Camps de travail forcé en Angola (sem data, mas escrito após 1951)

Le contrat, nouvelle formulle de l’esclavage (sem data)

Agradecemos a Vergílio D. Frutuoso a indicação dessas referências que também colocamos na página Artigos de Castro Soromenho.

 

 

Sobre a entrevista de Castro Soromenho a Mário Pinto de Andrade

No post Artigos em Jornais sobre Castro Soromenho – I, destacamos a entrevista do escritor a Mário Pinto de Andrade. Nele, faltou a data e o periódico. Podemos agora informar que a publicação deu-se em 1954 no Jornal Magazine da Mulher, nº 38-39 (Abril- Maio). Essas informações constam no sítio na União dos Escritores Angolanos, Bio-Quem, Castro Soromenho.

Um ponto interessante na entrevista é a divisão que o próprio escritor faz, já em 1954, da sua obra em dois ciclos: “o da revelação da autenticidade africana e o dos conflitos sociais”.

 

11/12/2014

Virage – 1962

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Capas de livros — sobrecs @ 20:27

Virage 1962

A Chaga – 1a. edição, Civilização Brasileira, 1970

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Capas de livros — sobrecs @ 20:15

A Chaga 1. edicao 1967

Halott Föld – Edição húngara de Terra Morta, 1964

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Capas de livros — sobrecs @ 20:13

Halott fold 1964

Raquel Silva – Figurações da Lunda: experiência histórica e formas literárias

“A perspectiva deste trabalho será a de que as diferentes experiências históricas de Henrique de Carvalho (Expedição Portugueza ao Muantiânvua: Ethnographia e história tradicional dos povos da Lunda– 1884-1888) (1890) Castro Soromenho (Lueji Ilunga na terra da amizade) (1945) e Pepetela (Lueji: o nascimento dum império) (1989) definem a forma literária, respectivamente, literatura de viagem, um conto tensionado e um romance. Três formas literárias distintas que mantêm o elo com o texto historiográfico, pois Castro Soromenho e Pepetela se apropriam do texto de Henrique de Carvalho para elaborarem seus enredos centrais que giram em torno do espaço Lunda.”

A tese, orientada pela Profa. Salete de Almeira Cara, está disponível em Pdf  na Biblioteca Digital da USP.

Esclarecimento

Filed under: Acervo Castro Soromenho — sobrecs @ 16:07

O principal objetivo deste sítio é disponibilizar a pesquisadores material bibliográfico sobre Castro Soromenho.

A maior parte dos artigos, teses, etc. indicados encontram-se disponíveis em diversos sítios da rede. Normalmente, apenas indicamos o link desses trabalhos. Fazemos isso por vários motivos: economia de espaço no nosso sítio; respeito a direitos autorais;  e devido ao fato de que nos nossos dias as bibliotecas digitais e revistas acadêmicas organizam estatísticas de acesso – para essas instituições é importante que os trabalhos sejam acessados diretamente nos seus sítios. Por que referenciar trabalhos que já estão disponíveis na rede? Primeiro, o SOBRECS permite uma localização rápida do material que selecionamos (basta clicar nas diversas categorias). Segundo, muitas vezes links “se quebram”, trabalhos desaparecem na rede ou ficam difíceis de localizar. Guardamos cópias de todos os trabalhos indicados; se um link não mais funcionar, basta o pesquisador entrar em contato conosco (pedimos que o façam apenas se os links não funcionarem).

Disponibilizamos, igualmente, material inédito (relatórios, fotografias, etc.), que evidentemente acaba por ser copiado por outros sítios. Não temos objeções a esse procedimento (aliás, praticamente impossível de ser evitado), mas esperamos que o SOBRECS seja citado como fonte.

Por vezes, alteramos o nome de nossas categorias; geralmente para torná-las mais abrangentes e, assim, evitar a multiplicação das classificações que utilizamos.

Por último: evitamos normalmente fazer apreciações críticas, ressalvas, etc. sobre os trabalhos que divulgamos; consideramos que esse não é o nosso papel. Permitimo-nos, quando muito, uma ou outra observação a respeito da importância (reconhecida na literatura) ou do contexto desse trabalhos, e o fazemos com objetivo de informar – embora juízos de valor sejam inevitáveis, nesses casos.

 

 

 

Mistérios da Terra (Mucanda-Cangongo), 1944

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Capas de livros — sobrecs @ 13:25

Mucanda

Exemplar recuperado por Lúcia Ido.

Cândido Beirante, em Castro Soromenho: um escritor intervalar (p. 161), um dos trabalhos mais importantes sobre a obra do escritor, afirma:

“[…] os ritos de passagem da mucanda são inacessíveis aos estranhos – e aos brancos, obviamente –, dado o seu esoterismo. Pois bem, o secretismo do ritual não impediu que o autor (plenamente identificado com o respeito que esses ritos devem merecer) obtivesse uma soma imensa de informações que lhe permitiram escrever um opúsculo sobre a mucanda (232). Esta prova de iniciação, a que se submetiam os adolescentes de ambos os sexos, com cerimónias prenhes de significação mito-simbólica, é referida expressamente, às vezes com bastantes pormenores, nos textos ficcionais soromenhos. Jovens de idades compreendidas entre os oito e os dezoito anos participam na mais importante das provas de passagem: os ritos pubertários (circuncisão e iniciação). O ritual da passagem simboliza a morte e a ressurreição, isto é, entra-se na mucanda para se morrer (ritualmente) para a criança que se era antes, renascendo para o estado adulto, reconhecido no fim aos que tiverem sobrevivido às várias provas. […]

(232) […] Mistérios da terra […] As observações etnográficas soromenhas têm sido confirmadas pelos antropólogos angolanos posteriores.”

A oposição ao Estado Novo e o colonialismo: uma referência bibliográfica

Filed under: Oposição Portuguesa — sobrecs @ 11:24

No artigo do jornal Portugal Democrático, que está na página Dossiê PIDE, diversos grupos da oposição portuguesa nas Américas pediam o fim da guerra colonial em 1966.  A oposição portuguesa ao Estado Novo sempre esteve dividida em várias correntes – como normalmente ocorre nos movimentos de resistência a ditaduras. A “questão colonial” foi durante muito tempo motivo de divergência entre os membros da oposição. Há hoje considerável literatura sobre a oposição portuguesa e suas diversas clivagens; no tocante às colonias, um artigo interessante é o de Franco Santos Alves da Silva: À luz da contradição: projetos neocolonialistas na oposição ao Estado Novo Português, na revista Em Tempo de Histórias.

 

10/12/2014

A Expedição ao País do Oiro Branco – 1944

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Capas de livros — sobrecs @ 12:16

A Expedicao ao pais do oiro branco 1944

Novo documento na página Dossiê PIDE – III

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Dossiê PIDE (posts) — sobrecs @ 10:41

O documento de 1962 apresenta um texto “extraído duma revista de extrema esquerda que apareceu em Paris, junto do editor FRANÇOIS MASPERO”. No texto, há uma entrevista de Castro Soromenho na qual ele narra: (1) o seu passado como funcionário colonial e recrutador de mão-de-obra em Angola; (2) as terríveis condições do trabalho forçado; (3) e as origens dos movimentos de revolta contra o colonialismo.

Novo documento na página Dossiê PIDE – II

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Dossiê PIDE (posts) — sobrecs @ 7:39

Em 1966, no jornal Portugal Democrático editado no Brasil, os portugueses da oposição à ditadura pediam o fim da guerra colonial. Trecho:

“O povo português, em luta pela sua própria libertação não tem nem poderia ter o menor desejo de se opor à luta que travam pela independência os povos de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau e encara êstes povos como seus aliados naturais no combate contra um inimigo comum.”

09/12/2014

Novo documento na página Dossiê PIDE

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Dossiê PIDE (posts) — sobrecs @ 10:36

No novo documento, a transcrição do discurso de Castro Soromenho na “Conferência dos Estudantes Negros que Vivem na Europa”, realizada em Belgrado em 1962. Trecho:

Le peuple angolais ne déposera pas les armes, ne renoncera pas à la liberté tant que son droit à l´auto-détermination et à l´indépendance ne lui sera pas reconnu.”

Senhor Américo kehrt nicht zurück – Terra Morta, edição alemã, 1964

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Capas de livros — sobrecs @ 2:35

Senhor americo kehrt nicht zuruck0001

08/12/2014

Nova página no Acervo: Dossiê PIDE

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Dossiê PIDE (posts) — sobrecs @ 2:56

Na nova página, apresentaremos alguns documentos (que ainda estamos selecionando) do dossiê da PIDE sobre Castro Soromenho. O dossiê contém artigos de jornais, relatórios, etc. relevantes para a história da resistência à ditadura salazarista e dos movimentos de independência dos países africanos.

Agradecemos a Vergílio Deniz Frutuoso o envio dos documentos.

Em meio a tragédia que são as ditaduras, a ação da censura e da polícia política, e seus relatórios, são por vezes cômicos. No Brasil, Ferreira Gullar teve seus livros sobre cubismo apreendidos porque “certamente tinham tudo a ver com Cuba”; havia ordem de prisão de um certo Bertold Brecht… No primeiro documento que apresentamos, há um paragrafo sobre Castro Soromenho que transcrevemos literalmente:

“Em Setembro de 1961, com o também comunista português, ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA, realizou um “conferencia de imprensa”, na Bélgica, preconizando, nos moldes comunistas, uma ampla amnistia ao que chamou “presos políticos portugueses”, conferência que mereceu grande relevo na imprensa comunista, nomeadamente no jornal comunista belga “DRAPEAU ROUGE”.”

Bem, deve ter ficado claro que se tratava de um comunista…

07/12/2014

Camaxilo – traducão francesa de Terra Morta,

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Capas de livros, Literatura — sobrecs @ 10:20

camaxilo

Verloren Land – Terra Morta, edição holandesa, 1982

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Capas de livros, Literatura — Tags: — sobrecs @ 10:19

Verloren land

Terra Morta – Campo das Letras, 2001

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Capas de livros, Literatura — Tags: — sobrecs @ 10:19

Terra Morta - Campo das Letras, 2001

Tierra Muerta – Ed. cubana, 1980

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Capas de livros, Literatura — Tags: — sobrecs @ 10:17

Tierra Muerta - ed. cubana, 1980

Homens sem Caminho – 2a. edição, Inquérito, 1946.

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Capas de livros, Literatura — Tags: — sobrecs @ 10:15

Homens sem caminho Inquerito

A Maravilhosa Viagem – 3a. edição, Arcádia, 1961

Filed under: Acervo Castro Soromenho, Capas de livros, Literatura — Tags: — sobrecs @ 10:13

 

 

 

 

Exemplar do Acervo Castro Soromenho, restaurado por Lúcia Ido.

Maravilhosa Viagem 3a ed Arcádia0001

06/12/2014

Artigos em Jornais sobre Castro Soromenho – I

Filed under: Acervo Castro Soromenho — Tags: — sobrecs @ 13:48

Adicionamos quatro artigos, entre eles a entrevista de Castro Soromenho a Mário Pinto de Andrade (não sabemos a data da entrevista, alguém tem essa informação?). Trecho:

“Ao iniciar com Terra Morta um novo processo, um novo ciclo, tentei precisar o choque de duas civilizações e o seu resultado por via da destribalização, com todas as suas consequências a favor da política colonial. O resultado deste choque foi o aparecimento do negro desenraizado da vida tribal e não integrado na civilização Europeia e o do mestiço nos primeiros passos de homem marginal. Ao redor deles, o povo sertanejo apegado aos seus padrões culturais, resistindo às pressões estrangeiras. Entre eles, o branco e sobre o destino de todos, a realidade e as contradições do sistema colonial.”

05/12/2014

Regina Célia Fortuna do Vale – Poder colonial e literatura: as veredas da colonização portuguesa na ficção de Castro Soromenho e Orlando Costa.

“Este trabalho versa sobre os romances A Chaga (1970), do autor angolano Fernando Monteiro de Castro Soromenho, nascido na Vila de Chinde (Zambézia – Moçambique), e O Último Olhar de Manú Miranda (2000), do autor goês Orlando da Costa, nascido em Lourenço Marques, hoje Maputo (Moçambique). A nossa proposta de análise comparada parte do pressuposto de que essas duas criações literárias do passado histórico recente, de Angola (Camaxilo) e Goa (Margão) — na situação de ex-colônias portuguesas — apontam a perspectivas confluentes, conforme a visão crítica da história que aqui se tentou estabelecer. Buscamos levar em consideração a imprescindível relação dialética que mantêm entre si arte e sociedade. Constata-se a identificação desses respectivos romances com os pressupostos indicados por poéticas distintas, como o Neo-Realismo e o Realismo”

 

A tese, orientada pelo Prof. Carlos Moreira Henriques Serrano, está disponível em Pdf na Biblioteca Digital da USP.

Lisiane Pinto dos Santos – Relações de trabalho em Terras do Sem Fim, Gaibéus e Terra Morta: universos que se tocam

A tese, apresentada à Universidade Federal do Grande do Sul, teve “… por objetivo examinar as relações de trabalho em contextos específicos, através de três obras representativas, à luz das questões estético-ideológicas do Romance de 30 brasileiro, do Neo-Realismo português e do Neo-Realismo angolano. Para tanto, foram escolhidos os romances Terras do Sem Fim, de Jorge Amado; Gaibéus, de Alves Redol; e Terra Morta, de Castro Soromenho, enfocando a representação do trabalho e do trabalhador.”

 

O trabalho, orientado pela Profa. Dra. Jane Fraga Tutikian, está disponível no Repositório Digital da UFRGS em Pdf.

 

04/12/2014

Donizeth Aparecido dos Santos – Representações da Mãe-África na literatura angolana

“Este artigo apresenta três tipos de representações da Mãe-África na literatura angolana. Esse símbolo a que recorreram poetas e ficcionistas angolanos como um meio de afirmação cultural, racial, social e política frente à colonização portuguesa no período de descolonização apresenta-se sob as formas de mãe biológica, simbolizando a terra, a nação e o continente africano; como pátria angolana, constituída por características femininas e maternas; e como o continente africano dotado de caráter materno, representando a progenitora da raça negra.”

 

O artigo publicado no sítio da revista Trama, da Unioeste, está disponível  aqui

Felipe Diego da Silva – Trilogia do Camaxilo: ilusões identitárias em uma terra morta

A monografia, apresentada no Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, “…busca tratar da questão identitária na Trilogia do Camaxilo de Castro Soromenho. Nela há a representação da sociedade colonial, onde o colonizador europeu e o nativo africano vivem na mesma terra, mas com fronteiras fortemente demarcadas entre eles. Essa demarcação, feita basicamente pela cor da pele, gera conflitos culturais que refletirão na identidade dos envolvidos na sociedade colonial”.

 

O trabalho está disponível em Pdf.

26/09/2014

Conversas Graciliano Ramos

Filed under: Artigos de Castro Soromenho, Literatura — Tags: — sobrecs @ 14:40

No livro Conversas Graciliano Ramos, organizado por Thiago Mio Salla e  Ieda Lebensztayn, há dois trabalhos de Castro Soromenho:

“Um depoimento literário brasileiro: Marques Rebelo (Eddy)”, O Primeiro de Janeiro, 1939;

“Carta do Brasil: Graciliano Ramos fala ao Diário Popular acerca dos modernos romancistas brasileiros”, Diário Popular, 1949.

O índice do livro pode ser visto no sítio da editora Record (aqui).

20/09/2014

Graciliano Ramos

Filed under: Literatura — sobrecs @ 20:13

 

GR1

 

08/07/2014

Claudia Maira Silva de Oliveira e Ana Paula Teixeira Porto – Representação de Angola a partir da narrativa literária de Castro Soromenho

“O artigo pretende analisar o romance Terra Morta, de Castro Soromenho, a fim de identificar quais as
temáticas presentes na obra, além disso, verificar como a literatura africana de expressão portuguesa se
desenrola e qual o seu objetivo, também de que ponto de vista se apresenta o nativo e o português. A
partir de leituras teóricas sobre a literatura angolana e o romance em estudo, chegou-se à conclusão de
que Soromenho se utiliza de uma literatura informativa, de cunho realista para representar a
problemática colonial angolana, salientando como o povo colonizado e os colonizadores desencadearam
um processo de aculturação portuguesa em Angola. O romance evidencia a exploração portuguesa sobre o
nativo angolano, as marcas de escravidão, violência e de superioridade.”

 

O artigo está disponível na Revista de Letras Dom Aberto (aqui).

24/04/2014

Rodrigo Vaz – Castro Soromenho escritor africano

No sítio “Cultura – jornal angolano de artes e letras“,  a reprodução da Comunicação lida no III Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora, na Casa de Goa, em Lisboa, em 16 de Setembro de 2010.

De vários modos esta síntese que carregava com ele virá a determinar a sua vida e a sua obra, à medida que foi tomando consciência da situação das gentes nos países por onde foi passando.”

 

05/03/2014

Movimento de Unidade Democrática – 1945

Filed under: Literatura, Oposição Portuguesa — Tags: — sobrecs @ 5:38

No blog “Ruy Luis Gomes“, o manifesto de intelectuais portugueses pela democracia publicado no Jornal República em 1945. Entre os signatários, Castro Soromenho. Agradecemos ao Prof. Jorge Rezende a autorização para reproduzir a sua edição do manifesto, e a Vergilio D. Frutuoso a indicação desse blog, que apresenta importante material sobre as perseguições a intelectuais no período do fascismo. Aos poucos, a história da oposição portuguesa à ditadura está a ser escrita.

Republica 10 de Novembro de 1945 MUD Republica 11 de Novembro de 1945 MUD

04/03/2014

Adolfo Casais Monteiro – Castro Soromenho

Dois meses após a morte de Castro Soromenho, Adolfo Casais Monteiro publicou o artigo que apresentamos abaixo no Boletim Cadeira de Política da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara (em pdf Casais Monteiro: “Castro Soromenho”).

Casais Monteiro Capa

Casais Monteiro pg 61

10/02/2014

Nova página do Acervo Castro Soromenho

Inauguramos a página Artigos em Jornais sobre Castro Soromenho com a entrevista do escritor a Fernando Mourão em 1960.

09/02/2014

Crónica da Fundação. Huambo, Nova Lisboa.

Filed under: Literatura — sobrecs @ 8:58

CONVITE

Lançamento do livro Crónica da Fundação Huambo, Nova Lisboa, de Xavier de Figueiredo. Imagens da exposição e do lançamento do livro em http://www.photographico.eu/index.html

03/01/2014

Ana Lúcia Lopes de Sá – A ruralidade na narrativa angolana do século XX

“A literatura é um dos meios de representação da nação, desempenhando um papel central na ilustração do percurso histórico da sociedade que pressupõe ilustrar. No contexto angolano, o conceito de nação envolve problemáticas identitárias dependentes de formulações nacionalistas operadas antes e após a independência, condensadas na necessidade de criar discursivamente o referente ‘Angola’. A tendência dominante da narrativa angolana privilegia o ambiente urbano, mormente luandense, como cenário espacial, cultural e social. Mas dos romances angolanos publicados durante o século XX, até ao fim da guerra civil, extrai-se um corpus de obras centradas no universo rural, de modo a reflectir sobre o modo como o discurso moderno a cargo de intelectuais produtores de alta cultura valoriza ou negligencia o rural.”
A tese de doutoramento de Ana Lúcia Lopes de Sá – orientada por José Carlos Venâncio e co-orientada por Salvato Trigo – está disponível no sítio do Prof. Adelino Torres (aqui).
O sítio do professor cumpre o importante objetivo de “[p]ôr ao alcance imediato dos estudantes e professores textos e ilustrações que, em vários domínios, se encontram espalhados pela Internet ou que são de difícil acesso; Divulgar trabalhos inéditos ou pouco conhecidos de investigadores portugueses e estrangeiros; Conjugar vertentes diversificadas do conhecimento, tanto no domínio das Ciências Sociais e Humanas como noutros campos científicos e culturais. Promover trabalhos de estudantes (teses, outros textos, imagens, grafismos, etc.)”.

Ana Rita Veleda Oliveira – Terra Morta: um contributo para a história do trabalho colonial

“Terra Morta é um romance de Castro Soromenho, proibido em Portugal
pela censura do Estado Novo e publicado no Rio de Janeiro, em1949.
Neorrealista, a obra retrata a vila de Camaxilo, locus horrendus no Nordeste
de Angola, na época colonial. Inúmeras personagens, colonizadores
e colonizados, homens e mulheres, interagem no enredo, pela voz do
narrador, como se fossem actores históricos, úteis para pensar o Terceiro
Império Português. As minas da Diamang e os cânticos dos trabalhadores
contratados fazem parte do cenário, sendo, também, a obra um contributo
importante para a história do trabalho colonial. O autor deixa uma
mensagem não só de opressão, materializada em Camuari, a máscara da
morte, como de luta contra esta, contada e cantada em outras histórias de
resistência à violência colonial.”

O trabalho de Ana Rita Veleda Oliveira está disponível na revista Ubiletras, do departamento de letras da Universidade da Beira Interior (aqui).

12/11/2013

Acervo fotográfico: Huambo

Filed under: Literatura — sobrecs @ 16:44

Na página Acervo Fotográfico, fotos de Huambo/Nova Lisboa.

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